14/05/2008

prevenção as dst premio

Prevenção DST
13/05/08
Abertas inscrições para prêmio em ações em DST
O Programa Nacional de DST e Aids anuncia prêmios para experiências bem sucedidas no controle das DST e da transmissão vertical da sífilis. As inscrições foram prorrogadas até o dia 30 de junho. Os candidatos poderão obter aqui a ficha de inscrição e o modelo do trabalho, e enviá-los para endereço eletrônico e por via postal.
Podem concorrer ao prêmio serviços de assistência em saúde (governamentais) e organizações não governamentais que tenham desenvolvido ações para controle das DST e/ou da transmissão vertical da sífilis entre os anos 2002 a 2007. A seleção será feita por uma comissão julgadora composta por representantes do Ministério da Saúde e por consultores externos. Os inscritos poderão concorrer em duas categorias: serviços de saúde e organizações não-governamentais. Dúvidas sobre a premiação podem ser tiradas pelo e-mail: experienciaemdst@aids.gov.br
Os selecionados serão premiados durante o VII Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de DST – SBDST e III Congresso Brasileiro de Aids, que acontecerá em Goiânia, de 07 a 10 de setembro de 2008, divulgado na página eletrônica do Programa Nacional de DST/AIDS (http://www.aids.gov.br). Serão premiados os três melhores trabalhos em cada categoria (serviços de saúde e organizações não governamentais). O primeiro lugar de cada categoria ganha um projetor multimídia, um computador com impressora jato de tinta para o segundo lugar e uma TV 29 polegadas com tela plana para o terceiro lugar.
Mais informações sobre o Prêmio:

E-mail: experienciaemdst@aids.gov.br
Mais informações para imprensaPrograma Nacional de DST e Aids - Assessoria de ImprensaTelefones: 55 (61) 3448-8100 / 8088Fax: 55 (61) 3448-8090E-mail: imprensa@aids.gov.brPortal: www.aids.gov.br

Auto-estima: essencial para uma boa recuperação

Auto-estima: essencial para uma boa recuperação


Segundo psicólogos, a auto-estima começa a sofrer influência ainda na infância, a partir do tratamento que recebemos de outras pessoas. As experiências adquiridas quando criança irão refletir na auto-estima do adulto.

Entretanto, decepções, frustrações, situações de perda, ou o sentimento de falta de reconhecimento abalam a auto-estima.


Se a auto-estima está baixa, a pessoa se sente insegura, incapaz, sem uma clara compreensão sobre quem ela é e onde pretende chegar.


Quando em alta, a auto-estima faz bem para a vida e ajuda o indivíduo conhecer melhor a si próprio, entender melhor seus limites e suas capacidades. Em um tratamento clínico contra a dependência química, reforçar a auto-estima do paciente é fundamental. É o que comenta a Dr. Claudia O. Soares, Diretora Clínica da Unidade de Tratamento do Grupo Viva.


Para Cláudia, logo quando entra na clínica, voluntária ou involuntariamente, o cliente deve, sim, entender que está doente, que esta doença não tem cura, mas tem controle, e que irá passar por um tratamento. “Mas nós, como profissionais da saúde, temos que fazê-lo entender que ele não é a pior pessoa no mundo, por causa disso”, diz.


“Nós temos é que dar apoio para mostrar que ele pode e vai se levantar, se ele realmente quiser isso”, completa.


Portanto, segundo ela, com a ajuda de psicólogos, psiquiatras, terapeutas, educadores e vários outros profissionais, é fundamental fazer o paciente entender que ele pode dar a volta por cima e tornar a viver com dignidade ao lado de sua família e de seus amigos, desde que também lute por isso.


Para os psicólogos que atuam Grupo Viva, a auto-estima elevada do paciente faz com que o tratamento flua com mais naturalidade, uma vez que ele passa a aceitar melhor a ajuda que recebe, com esperança de viver uma realidade melhor após sua estada na Clínica.

Um em cada dez já foi ao trabalho bêbado, diz pesquisa britânica

Um em cada dez já foi ao trabalho bêbado, diz pesquisa britânica


Mais de um em dez empregados admitiram ter ido trabalhar bêbados e um em três já foi ao escritório de ressaca, segundo uma pesquisa feita por uma empresa de seguros no Reino Unido. Mil pessoas e 250 empresas participaram do estudo realizado pela Norwich Union Healthcare. Entre os que admitiram ter estado de ressaca ou bêbados no trabalho, 85% confirmaram que isso afetava o seu desempenho e o seu humor.



Mais de um terço (36%) dos que trabalharam bêbados ou de ressaca disseram achar difícil se concentrar; 35% eram menos produtivos; 42% se sentiam cansados a ponto de querer dormir; e 25% faziam o mínimo de trabalho possível e iam para casa mais cedo.


Entre os empregadores, quatro em cada cinco disseram que o álcool é a maior ameaça ao bem-estar de seus funcionários.


Os piores


A pesquisa também revelou que trabalhar bêbado parece ser mais comum em algumas profissões do que em outras. Entre os que trabalham no setor de mídia e outros empregos chamados "criativos", 41% disse já ter ido trabalhar ainda bêbado - quatro vezes mais do que a média.


O número de pessoas que admitiram trabalhar bêbadas foi também alto na indústria da construção (24%), setor de serviços empresariais (23%), e tecnologia da informação (15%).


Cary Cooper, professor de Psicologia Organizacional e Saúde da Lancaster University, disse que bebida em excesso é uma manifestação de estresse e que isso é comum em certas indústrias.


"São nas profissões onde há muito estresse - jornada de trabalho longa, muita expectativa, contratos curtos e mau gerenciamento - que há mais gente bebendo no trabalho", afirmou.


Ele disse acreditar que as pessoas bebem para lidar com o estresse e que as empresas deveriam mudar a cultura de longas jornadas de trabalho para combater o problema.


Fonte: BBC/Folha de São Paulo

Ser traficante e ser mulher: convivendo com duas identidades (14/05/2008)

Ser traficante e ser mulher: convivendo com duas identidades (14/05/2008)

Hoje, a sociedade se depara, e tem que aprender a lidar, com situações que seriam impensáveis há meio século. A inversão de valores está cada vez mais nítida e profunda. Fomentado pelo grande número de mulheres envolvidas com a criminalidade e as conseqüências desse fato na estrutura familiar, o IV Ciclo de Debates Conversando sobre a Estratégia de Saúde da Família abordou o tema ‘Mulheres no tráfico’. O encontro contou com a presença das pesquisadoras do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Carelli (Claves/ENSP/Fiocruz) Patrícia Constantino e Mariana Barcinski, como palestrante e debatedora, respectivamente.Patrícia falou sobre a pesquisa que realizou no Educandário Santos Dumont com 27 meninas, de 12 a 18 anos, envolvidas com o tráfico de drogas. “Queríamos entender o que motiva as jovens a buscarem essa vida, já que essa atividade ainda é praticada principalmente pelo sexo masculino. A pesquisadora realizou um estudo qualitativo acompanhando as 27 meninas durante o período de um ano e, de acordo com ela, foi estabelecida uma relação de muita confiança com as jovens. O livro "Filhas do mundo: a infração juvenil feminina no Rio de Janeiro", escrito por Patrícia e Simone Gonçalvez, também do Claves, é o resultado de todo esse trabalho. “Não existe uma receita para que as meninas entrem no tráfico. Mas todas, sem exceção, apresentam uma história de vida marcada por violências em diversos aspectos. Segundo dados apresentado por Patrícia, 5.932 adolescentes cometeram infrações no ano de 2006. Destes, 83% são do sexo masculino e 17% do sexo feminino. Entre as meninas infratoras, 60% delas estão envolvidas com o tráfico de drogas. “Esse dado nos chocou muito. Pois é mais difícil para as mulheres romperem com o espaço privado, deixando de lado o seu papel de provedoras, de cuidadoras da família do que para os homens. Normalmente, é preciso que a vida tenha sido muito cruel para que elas façam isso”, relatou Patrícia. Além das 27 jovens, a pesquisadora entrevistou também dez mães desse grupo de meninas. “Nós tentamos entender mais profundamente as suas histórias, os caminhos que ‘escolheram’ e os reflexos disso na vida das meninas que hoje estão envolvidas com o tráfico. Vimos que muitas delas repetem o modelo vivido por suas mães. É um ciclo”, comentou Patrícia. Para a pesquisadora, entre os delitos, o mais lúdico é o tráfico: “Quando elas viram traficantes ganham respeito, poder e status na comunidade em que vivem. Mas a vida do crime não é a vida do ‘creme’. Para serem traficantes precisam se endurecer. Muitas meninas relatam que, no tráfico, não há espaço para crises de TPM, tristeza ou pena”. A debatedora Mariana Barcinski trouxe para a mesa a história de mulheres maiores de 18 anos que estão em processo de saída do sistema do tráfico. “Trabalhei com motivação e discurso. Procurei saber quem eram elas, o que as levou a entrar e o que as motivava a sair do tráfico. Além disso, busquei entender o que elas enxergavam sobre ser mulher e ser traficante e como elas negociavam essas duas identidades conflitantes”, apontou a pesquisadora. Mariana explicou que, normalmente, as mulheres ascendem no tráfico copiando o modelo tradicional de provedoras das famílias. “Elas alimentam os membros da boca de fumo e mantêm relações sexuais com os traficantes até chegarem ao poder”, disse ela.“O processo de entrada e saída nessa atividade está diretamente relacionado à maternidade. As mulheres entram no tráfico em busca de renda para suprir as necessidades básicas de seus filhos, querem proporcionar a eles uma vida mais digna. E a saída quase sempre acontece após uma experiência traumática. Quando a mulher sente medo de morrer e deixar seus filhos sozinhos no mundo”, analisou Mariana. Para a pesquisadora, a questão do gênero é muito forte e afirmou: “A mulher ainda é muito mal vista nesse tipo de atividade, tanto pelos parceiros amorosos quanto pela família, polícia e a sociedade em geral. Por isso precisam demonstrar constantemente sua capacidade na busca pela igualdade”. Patrícia Constantino encerrou o debate falando sobre o profissional de saúde e o seu papel como tutor de resiliência - capacidade que cada ser humano tem para enfrentar e superar as adversidades da vida. “É de extrema importância que os profissionais estejam atentos às pessoas que procuram os serviços de saúde, em especial as mulheres. O ideal é que os profissionais busquem estabelecer diálogos além do problema que levou o paciente a procurar este serviço. Além disso, as equipes de Saúde da Família estão mais próximas da realidade violenta e podem estimular a resiliência dentro das comunidades. Outro ponto importante é prestar atenção em como está a capacidade de resiliência dos próprios profissionais de saúde. Se não estivermos bem com nós mesmos não poderemos ajudar os outros”, concluiu Patrícia.
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