08/04/2008

Polícia Militar de MG agride universitários que queriam conversar sobre drogas - Opinião do Rizoma Princípio Ativo

Resquícios da ditadura? Nada de novo, para aqueles que se dispõem a construir políticas, numa sociedade em que "fazer política" sempre foi uma prática dificultada para o cidadão comum.

Se a universidade é um local no qual o conhecimento é produzido, podemos dizer das universidades federais, mais do que em todas as outras, que o conhecimento ali produzido deve estar voltado às questões mais urgentes da sociedade, pois somos nós, contribuintes (cidadãos comuns) que sustentamos seu funcionamento.

Estas pessoas que impediram o debate sobre políticas de drogas na Universidade Federal de Minas Gerais, bem como todas aquelas que as apóiam, estão no fundo expressando que, no seu entender, as leis de uma sociedade não podem ser construídas pelas pessoas que vivem nesta sociedade. É o que pudemos entender, não é? Este ato de repressão quer reafirmar a idéia de que, ao cidadão comum, só cabe a tarefa de obedecer leis, jamais ajudando a construí-las. O que o reitor Ronaldo Tadêu Pena e a vice reitora Heloísa Maria Murgel Starling quiseram dizer aos seus alunos e alunas, é que nesta universidade não está permitindo a existência de sujeitos do conhecimento - somente de meros objetos.

Discutir sobre políticas de drogas é necessário, é urgente, independentemente das opiniões que temos sobre o assunto. Afinal, se dizer contrário (ou favorável) àquilo que chamam por aí de "legalização", sem se permitir argumentar a respeito ou debater sobre o tema, reflete a imaturidade política de um governo (ou de uma reitoria) que entendem a mera pronúncia da palavra "maconha" como um crime concreto. Este ato lamentável demonstra a própria necessidade que temos de falar sobre drogas, este tema sobre o qual todos possuem opinião formada, mas poucos têm a coragem de questionar, refletir, construir alternativas menos produtoras de violência e desigualdade. Se isto ocorreu em uma universidade, também nos demonstra o grau de sujeição destas instituições de ensino superior às estruturas de uma ditadura travestida de democracia. Quem está ganhando com o comércio ilegal de drogas, tal como fossem produtos? Quem está ganhando com tanta desinformação, e com tantos silêncios?

No ano de 2006, em Porto Alegre, conseguimos, com dificuldade, fazer um debate sobre drogas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul contando com a exibição do mesmo filme proposto na atividade na UFMG. A saber, "Grass" não é um filme de propaganda ao uso da droga: é um filme de caráter documental. Em um ritmo que opta de forma brilhante em dialogar com ironia e com sarcasmo diante da própria esquizofrenia dos discursos que sustentam a proibição à maconha, traz uma abordagem histórica da construção de políticas de proibição à planta, nos EUA. Como se não bastasse o argumento, este filme foi distribuído pela editora Abril amplamente em bancas de revista, através da revista Superinteressante.

http://www.youtube.com/watch?v=Att_OYgLDuA

O que se pode ver no vídeo acima é um estudante universitário que, diante da presença da PMMG, foi detido, na falta de melhor justificativa, por "desacato à autoridade", quando justificou sua condição de estudante, de cidadão, ao querer conversar sobre drogas num debate que envolvia o filme "Grass".

O rizoma Princípio Ativo estende sua solidariedade aos companheiros de luta de Minas Gerais. Manifestamos nossa indignação a todas as pessoas que incentivaram esta ação, ou que consideram desejável sua estupidez, pois estão, em nome de suas próprias limitações e de suas vontades, impedindo que nossa sociedade aprenda como lidar com o fenômeno das drogas de maneira consciente, segura e não-produtora de violência. Nós, pessoas contrárias à guerra às drogas, que por algum motivo queremos procurar as nuances que estão além da mera repressão ou da mera apologia, estamos tentando promover discussões sobre tabus entre pessoas que naturalizam o silêncio, enfrentamos a criminalização do diálogo em uma sociedade que já não se comunica.

Se você não é favorável à repressão do diálogo sobre drogas em nossa sociedade, repasse esta notícia a todos os contatos de sua lista.

rizoma Princípio Ativo
por uma nova política de drogas

III Simpósio Lutas Sociais na América Latina Trabalhadore(a)s em movimento: constituição de um novo proletariado?

Chamada de Trabalhos
III Simpósio Lutas Sociais na América Latina
Trabalhadore(a)s em movimento: constituição de um novo proletariado?
Universidade Estadual Londrina – 24, 25 e 26 de setembro de 2008
Londrina/Paraná/Brasil
O GEPAL (Grupo de Estudos de Política da América Latina) comunica a realização do III Simpósio Lutas Sociais na América Latina nos dias 24, 25 e 26 de setembro de 2008, na Universidade Estadual de Londrina.
Envio de resumos expandidos: de 01/04 à 06/06, para os e-mails dos Grupos de Trabalho descritos abaixo.
Os resumos deverão seguir as seguintes normas:
  • Título: uma linha;
  • Identificação do(s) autores: curso, faculdade/universidade de origem, endereço eletrônico e postal e telefones para contato;
  • Fonte: Times New Roman, corpo 12, espaço simples;
  • Tamanho total: entre 2400 a 2800 caracteres contando espaços, que permitam uma noção geral do objeto, da problematização teórica e métodos e, se possível, de conclusões parciais ou definitivas.
* Os resumos que não seguirem as normas serão devolvidos aos autores.
Comissão Organizadora
Avanílson Araújo; Cristina Cavalcante; Dirlene Pereira; Eliel Machado; Jean Carlo Rosa; Marcela Vianna; Mariana Lopes; Nilda Souza; Pedro Roberto Ferreira; Rafael Kuriyama Renata Gonçalves; Sávio Cavalcante; Soraia de Carvalho.
Comitê Científico do Simpósio
Adrián Sotelo (Unam/México); Andréia Galvão (Unicamp); Ariovaldo Santos (UEL); Armando Boito Jr. (Unicamp); Carla Silva (Unioeste); Eliel Machado (UEL); Irma Antognazzi (UNR/Argentina); James Petras (Binghamton University/EUA); Lúcio Flávio R. de Almeida (PUC/SP); Márcio Naves (Unicamp); Marcos Del Roio (Unesp/Marília); Nicolás Carrera (PIMSA/CLACSO); Pedro Roberto Ferreira (UEL); Renata Gonçalves (UEL); Vladimir Castro (ULA/Venezuela).
Grupos de Trabalho, Ementas e Coordenadores
1. (In)Definições da questão agrária hoje
Aborda a dinâmica que envolve os sujeitos do cenário político tanto no campo brasileiro como na América Latina e sua relação com o Estado. Embora o subcontinente latino-americano seja cada vez mais urbano, lutas travadas pelos chamados movimentos sociais rurais têm ocupado lugar de destaque nas últimas décadas. Tal é o caso do MST no Brasil, do EZLN no México, dos Cocaleiros na Bolívia, para citar os exemplos mais conhecidos. Serão privilegiadas pesquisas que examinem se há ou não reais potencialidades de ação destes movimentos na perspectiva da superação do capitalismo. E, considerando a onda de governos que se apresentam como de "esquerda" na América Latina, como analisar teoricamente a relação entre Estado capitalista e movimentos sociais rurais? Quem são os sujeitos inseridos nas lutas sociais do campo latino-americano? São os/as desempregados/as das cidades? Trata-se de camponeses/as? São jovens? São mulheres? Qual o perfil destes "novos" (novíssimos?) sujeitos dos movimentos sociais rurais? A questão agrária permanece indefinida?
André Ferro (UEL)
Rafael Kuriyama (UEL)
Renata Gonçalves (UEL)
2. Estado, ideologia e meios de comunicação
Discute o papel dos meios de comunicação em sua relação com as classes dominantes e os movimentos sociais. Propõe o debate sobre a relação dos meios de comunicação com o Estado. Estuda questões ligadas à produção de ideologia. Debate os conceitos de Hegemonia e Contra hegemonia. Analisa a imprensa contra-hegemônica e sua relação com os movimentos sociais. Desenvolve análises críticas sobre a imprensa liberal.
Carla Silva (Unioeste)
Fábio Silveira (UMP/GEPAL)
Maíra Kubik (NEILS/PUC-SP)
3. Classes sociais e transformações no mundo do trabalho
Reúne reflexões e pesquisas sobre o conceito de classe social, em especial os debates que o polemizam em meio à conjuntura atual de ofensiva capitalista. Trata também das análises que focam o trabalho como elemento central na sociedade capitalista e discutem as novas configurações das formas e das relações de trabalho trazidas pela reestruturação produtiva; assim como as conseqüências das reformas da legislação social (sindical, previdenciária e trabalhista) sobre a classe trabalhadora na América Latina.
Marcela Vianna (UEL)
Nilda Rodrigues de Souza (UEL)
Paula Marcelino (Unicamp)
Sávio M. Cavalcante (UEL – Unicamp)
4. Política e economia na América Latina
Tendo como ponto de partida as relações entre política e economia na América Latina, pretendemos enfatizar a discussão sobre o (novo?) imperialismo; o impacto do neoliberalismo no continente; as relações entre Estado e classes sociais; a questão da dependência; o problema do desenvolvimento desigual e os processos de integração regional; as experiências alternativas à ortodoxia neoliberal, a financeirização do capital, bem como a discussão sobre os limites da democracia na América Latina.
Avanilson Araújo(UEL)
Danilo Martuscelli (Unicamp)
Dirlene Pereira (UEL)
5. Movimentos sociais urbanos
Este GT pretende reunir estudos sobre movimentos sociais urbanos da América Latina que, nas suas lutas, combatem os efeitos sociais da produção capitalista da cidade e a orientação neoliberal das políticas públicas (de Estado). As reflexões sobre as reivindicações destes movimentos, sejam questões de gênero, ecológicas, raciais, relacionadas a moradia, emprego, saúde, educação, condições de vida, dentre outras, estarão presentes, assim como sobre as formas de organização destes movimentos. Enfim, o GT pretende reunir pesquisas sobre um amplo espectro de movimentos sociais, considerando a heterogeneidade de sujeitos que isto pressupõe, assim como de lutas que vão desde as reivindicações econômicas mais imediatas até aquelas de caráter marcadamente anti-sistêmico.
Gustavo Cabrera (UEL)
Jair Pinheiro (Unesp Marília)
Soraia de Carvalho (UEL)
6. Socialismo no século XXI: perspectivas para a América Latina
Este GT procura reunir trabalhos que tematizem a América Latina como espaço de discussão e experiências da possibilidade de construção do socialismo no século que se inicia. Busca-se reunir trabalhos que discutam o que é e, principalmente, como se dá essa nova forma de organização social ainda em desenvolvimento. Quais seus potenciais e limites? Que lugar será ocupado pelas tradicionais questões do desenvolvimento e da dependência? Que organizações políticas do proletariado, movimentos partidários e culturais, oferecem resistências à hegemonia capitalista na região? Quais são as referências históricas e teóricas reivindicadas por estes movimentos e de que forma são apropriadas por eles?
Daniel Antiquera (Unicamp)
Gilberto Calil (PPGH-História/Unioeste)
Mariana de Oliveira Lopes (Unesp Marília)

01/04/2008

OFICINA PARA TURMA DA CRISMA NO ANIL/SÃO LUIS-MA




















A convite do Marcelo, catequista da paróquia do Anil, facilitei uma oficina no dia 30(domingo) de março/2008, no horário de 8hs às 17hs30, sobre Espiritualidade,HIV/Aids e questão de Gênero no Contexto Social.

A priori nem podemos falar sobre oficina e sim sobre seminário, pois o publico chegava a casa do 50 jovens precisamente, e as dinâmicas pensadas e utilizadas foram de Seminário mesmo. O certo é que é possível sim se fazer bons trabalhos ainda que quase não se tenha recursos, insumos. Mas desde que se tenha boa vontade, articulação e seja desprovido de vaidades pessoais.

O saldo do evento não podia ser outro. Positivo. Positivo para quem teve a idéia do evento em comunhão com todas as pessoas que ajudaram a somar, comungar na realização no sucesso do evento. E segundo os relatos feitos pelos jovens foi para eles também muito positivo. Tão felizes ficaram com a iniciativa que mais de 98% das propostas deles eram para que tenha outros encontros dessa natureza.

Algumas considerações foram feitas pelos jovens, tipo que deveriam haver mais integração e participação do mesmos. Porém caro jovem é assim mesmo. Era uma turma muito grande e não com praticas, costumes desse exercício, o assunto requerer cautela, e ao mesmo tempo certa exposição. Então jovens não se preocupe por que considerei bastante relevante o encontro. Tenho certeza que outros vocês vão esta mais participativos, integrados. Outra coisa que levo em consideração é que vocês não puderam opinar em sua totalidade, pois quando solicitei o preenchimento do formulário foi logo após o almoço, tendo ainda meio encontro pela frente. Mas fiquei preocupado com a dispersão, pois logo após meu encerramento havia o grupo de música e ai é claro que vocês não iam preencher coisa alguma. E para mim sempre faço esta cobranças de avaliação no termino de cada encontro. Mesmo que vocês fossem dizer que não tinha gostado. Porém deixei na total liberdade tanto que nem sei quem foi os autores, não solicitei identificação.
Como consideração desejo sucesso a esta iniciativa e a todos que dela fizeram um marco na historia da crisma do Anil.
Grato pelas considerações que fizeram acerca da palestra.e vejam algumas fotos no blog.
Até a próxima
Paz e Bem
Patrício
São Luís, 01 de abril de 2008

SEMINARIO REDUÇÃO DE DANOS NO MARNHÃO JORNAL O IMPARCIAL