22/10/2008

IV Conferência Nacional de Saúde Mental Já!!!!

IV Conferência Nacional de Saúde Mental Já!!!!
O Sistema Conselhos de Psicologia, a Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial e outras entidades que compõem a Comissão Intersetorial de Saúde Mental (CISM) lançaram a campanha IV Conferência Nacional de Saúde Mental Já!!!! para reivindicar a confirmação de sua realização pelo Conselho Nacional de Saúde.
A última Conferência foi realizada em 2001, quando foi aprovada a Lei 10216 que prevê a extinção de todos os leitos em hospitais psiquiátricos no Brasil e a constituição de uma rede substitutiva de atendimento e cuidado às pessoas com sofrimento psíquico grave.
Passados quase oito anos de esforços pela implementação de uma política de reforma psiquiátrica para atenção à saúde mental no Brasil, é preciso avaliar a atual condição e apontar diretrizes para o futuro.
Este momento de participação democrática é fundamental para os avanços da Reforma Psiquiátrica que queremos, uma Reforma efetivamente antimanicomial!
Leia abaixo o manifesto da campanha e dê seu apoio.
MANIFESTOIV Conferência Nacional de Saúde Mental JÁ!!!!!
A última Conferência Nacional de Saúde deliberou pela realização, em 2009, da IV Conferência Nacional de Saúde Mental. Cabe ao plenário do Conselho Nacional de Saúde encaminhar o início do processo da mesma.
É momento de mobilização!!! Queremos a realização desta Conferência por muitas razões:
A Conferência representa um momento democrático, no qual é possível a participação de diversos atores sociais, no processo de avaliação e deliberação acerca das diretrizes das políticas de saúde mental. Neste processo destaca-se importância da participação do usuário que aumentou significativamente com o conseqüente aumento de serviços. Estas pessoas precisam debater, propor mudanças e/ ou legitimar estes dispositivos como eficientes e necessários para o fortalecimento da Reforma Psiquiátrica.
Uma série de deliberações foi tirada na III Conferência, deliberações essas relativas ao processo de implementação da Reforma do Modelo de Atenção em Saúde Mental, à execução de políticas de saúde mental, à participação dos órgãos de controle social e tantas outras. É momento de avaliar a implementação durante esses anos, de ações políticas, nos diversos âmbitos de gestão, orientadas pelas diretrizes democraticamente aprovadas pela sociedade brasileira;
A última Conferência Nacional de Saúde Mental ocorreu em 2001, alguns meses após a aprovação da Lei 10216/01. Teremos em 2009 oito anos de vigência desta. Sabemos que a rede de atenção em saúde mental é hoje muito distinta daquela que tínhamos em 2001. Temos um número significativamente maior de serviços substitutivos, porém há uma escassez de CAPS III, um dispositivo fundamental de cuidado para o atendimento à crise. Temos diversas experiências acumuladas nos serviços e ainda um número significativo de leitos psiquiátricos a serem desativados. Convivemos com críticas relativas a esse novo modelo. Queremos um processo reconhecidamente participativo, efetivo e democrático para avaliarmos essa rede e para apontarmos futuras direções, que garantam avanços no processo iniciado. Queremos a IV Conf! erência Nacional de Saúde Mental!!!
As entidades abaixo assinadas vêm cobrar do Conselho Nacional de Saúde a confirmação da realização da IV Conferência, para que iniciemos uma mobilização que garanta um processo de organização e realização efetivamente democrático e participativo!!!!
Entidades pela Campanha
Conselho Federal de Psicologia
Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial
Movimento Nacional da Luta Antimanicomial
Usuários dos Serviços de Saúde Mental do MNLA
Familiares dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental do MNLA
Federação Nacional dos Psicólogos - FENAPSI
Associação Brasileira de Autismo - ABRA
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde - CONASS
Secretaria Municipal de Saúde de São Francisco de Paula/RS
Coordenação das organizações indígenas da Amazônia Brasileira - COIAB
Liga Brasileira de Lésbicas - LBL
Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Movimento Nacional da Luta Antimanicomial - MNLA
Associação de Redução de Danos do Acre - AREDACRE
Associação das Mulheres Acreanas Revolucionárias - AMAR
Fórum Goiano de Saúde Mental
Cineclube Antônio das Mortes
CAPS - Maria Vênus Cunha
Fórum de Saúde Mental e Direitos Humanos/ RN
CAPS Centro de Atenção Psicossocial de Pau dos Ferros/RN
Associação Cultural Rádio Nikosia
Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos - ABORDA
Centro de Direitos Humanos "Maria da Graça Bráz"
Política Nacional de Humanização
Associação Vida em Ação
Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia- CONEP
Conselho Regional de Psicologia 9ª Região
Núcleo Estadual de Saúde Mental - NESMAL
Associação Franco Basaglia
CAPS Caravelas BA
Caps III Dê Lírios
Programa de Redução de Danos de Pelotas/RS
Associação dos Usuários da Saúde Mental de Anápolis
Diretório Acadêmico Pura/Mente - Psicologia UNITAU
REDE PERNAMBUCANA DE REDUÇÃO DE DANOS
Núcleo da Luta Antimanicomial Nise da Silveira Joinville-SC
Centro de Atendimento à Saúde do Idoso - CASI
Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Canã dos Carajás-PA
Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá - MT

Brasília, 21/10/2008-Projetos Quilombolas

Brasília, 21/10/2008Apoio a quilombola inclui de caju a leiGoverno vai conceder de R$ 100 mil a R$ 200 mil a 28 projetos de geração de renda em comunidades remanescentes de quilombo-->
Conheça os projetos
Projeto de Melhoria da Identificação e Regularização de Terras das Comunidades Quilombolas BrasileirasProjeto de Melhoria da Identificação e Regularização de Terras das Comunidades Quilombolas BrasileirasInvestimento Socioambiental em Ações de Uso e Conservação do Solo em Comunidades Rurais da Bacia do Rio São Francisco
Leia também
Plano quer mais Bolsa Família a quilombolaGoverno prepara PAC dos quilombolasPovos tradicionais terão políticas adaptadas
SARAH FERNANDESda PrimaPagina
Vinte e oito propostas de projetos destinados a comunidades quilombolas receberão financiamento do governo federal para saírem do papel e virarem ações de geração de renda, promoção da igualdade de gênero e fortalecimento de organizações sociais. As iniciativas vencedoras, selecionadas entre 120 inscritos, abrangem desde estímulo à produção de artesanato e preservação da cultura até cultivo de caju e educação jurídica.
O processo de escolha ficou a cargo da SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial). As 28 propostas, provenientes de 16 Estados, receberão entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, dependendo das atividades previstas, durante um ano.
O objetivo da iniciativa é elevar a participação de quilombolas na formulação de políticas públicas, capacitar as comunidades para projetos de desenvolvimento local e aumentar a articulação entre instituições públicas e privadas que implantam políticas voltadas para quilombolas.
Entre as ações selecionadas, estão um projeto de educação popular jurídica, proposto pela Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Salvador (BA), e a criação de abelhas para produção de mel no Amapá, proposto pela Associação de Moradores Remanescentes de Quilombolas do Mel da Pedreira.
Também receberão financiamento um projeto de Minas Gerais para aproveitamento de sapê para geração de renda (proposto pela Associação dos Remanescentes do Quilombo do Sapé), uma iniciativa de preservação da cultura tradicional no litoral norte do Rio Grande do Sul (proposto pela Associação Religiosa e Cultural Moçambique de Osórios), plantação de caju e mandioca na comunidade de Brejo de Dentro, no município pernambucano de Carnaíba (proposto pela Rede de Cooperação Técnica) e oficinas de artesanatos para mulheres em Sergipe (proposto pelo Grupo de Mulheres Produtoras Quilombolas).
No Brasil, o PNUD implanta projetos para tentar melhorar a estrutura de comunidades quilombolas, relacionados à regularização fundiária, uso e conservação dos recursos naturais e fortalecimento das comunidades.

02/10/2008


Pesquisa traça perfil da violência física familiar em São Paulo

Renata Moehlecke

Um estudo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) determinou o perfil epidemiológico da agressão física familiar no município de Araçatuba (SP). Foram analisadas 7.750 ocorrências registradas na Delegacia de Defesa da Mulher da região entre os anos 2001 e 2005, sendo que 1.844 desses registros estavam relacionados à violência física intrafamiliar. A pesquisa, publicada na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, concluiu que 81,1% das agressões ocorrem entre casais, 11,6% entre pais ou responsáveis e filhos e 7,3% entre outros familiares.


Mais de 80% das agressões investigadas ocorreram entre casais (Ilustração: Centro de Informações sobre Saúde e Álcool)


“Foi possível traçar o perfil tanto da vítima quando de seu agressor, mesmo que este se limite aos casos registrados pelas ocorrências policiais”, explicam os autores da pesquisa no artigo. “Tais informações podem ajudar a compreender as circunstâncias em que ocorreu a violência, contribuindo para a prevenção e enfrentamento do problema”.

Os resultados também apontaram uma maior freqüência de agressões entre casais nos finais de semana (38,9%), sendo o ciúme o motivo mais relatado (21,5% dos casos). Além disso, nos três grupos estabelecidos - casais, pais e filhos, e outros familiares -, o período entre 12h e 24h teve o maior número de registros. O atual companheiro foi o agressor mais freqüente no primeiro grupo e os pais no segundo, embora em mais de um quinto dos casos tenham sido os filhos que agrediram os responsáveis. Os irmãos prevaleceram entre os agressores no terceiro grupo. “Cerca de um quarto a um quinto dos agressores estava alcoolizado no momento da agressão”, afirmam os pesquisadores.

A pesquisa ainda revelou que a maior parte das agressões aconteceu em casa e que 98,3% dos agressores eram homens, enquanto 98,7% das vítimas foram mulheres. Outro dado destacado foi que, quando as agressões ocorrem entre pais e filhos, crianças e adolescentes representam grande parte das vítimas: 34,3% e 33,8%, respectivamente, predominando as meninas entre os adolescentes. Em relação à faixa etária, considerando ambos os sexos, indivíduos mais jovens, com idade entre 20 a 34 anos, predominam como agressores (43,7% dos casos). “Eram adolescentes 3,8% dos agressores e 5,2% das vítimas tinham idade maior ou igual a 60 anos”, comentam os pesquisadores.

Nos três grupos verificados, os laudos médicos se mostraram semelhantes. “As lesões, em sua grande maioria, eram leves e localizavam-se, principalmente, na cabeça e nos membros superiores, sendo as equimoses e as escoriações os tipos de lesões mais freqüentes”, relatam os autores. “Poucas vítimas referiram ter procurado atendimento médico, sendo grande o número de laudos sem esta informação”.

Os pesquisadores esclarecem que iniciativas de cooperação entre diversos setores, como saúde, educação, serviços sociais, justiça e política, são indispensáveis para resolver o problema da violência. “Mas, para que se possa planejar e desenvolver ações voltadas à prevenção dos casos e à assistência das vítimas de violência familiar, são necessários dados que permitam visualizar e compreender a situação”, concluem.

Publicado em 29/9/2008


Notícias

CONVITE GOVERNO BARCELONA

Prezados/as

Segue em anexo divulgação do evento realizado pelo Governo de Barcelona e pelo Ministerio de Sanidad y Consumo da Espanha em parceria com a Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti, Faculdade de Medicina da Bahia e a Associação Brasileira de Redutores de Danos (ABORDA).

Certo de que este evento muito contribuirá para as pessoas que trabalham com questão voltadas ao uso e abuso de sustancias psicoativas e seja nas esferas governamental ou da sociedade cívil. Reenvio o convite em nome da Mobilização da ABORDA/MA

Voce pode obter melhores informações acessando o link abaixo.

http://www.clat-virtual.com/viewpage.php?page_id=26.



UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA
200 anos

EXTENSÃO PERMANENTE DO DEPARTAMENTO DE MEDICINA

Largo Terreiro de Jesus, s/n – Pelourinho. - CEP 40.026- 010 - Salvador / Bahia
TELEFONES: (71) 3321 0383 - Ramal 211 /3321-4888 - FAX 3321 4888
www.medicina.ufba.br/ard-fc ardfc@ufba.br
Salvador, 01 de outubro de 2008
Of. 207/08


Prezada Sr,

Vimos, por meio deste, informar a esta Coordenação a realização da “2ª Conferencia Latina Virtual sobre Redução de Danos y Prevenção de VIH/SIDA” nos meses de outubro e novembro deste ano. O evento, realizado pelo Governo de Barcelona e pelo Ministerio de Sanidad y Consumo da Espanha em parceria, com vários países, no Brasil está sendo organizado pela Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti – ARD-FC da Faculdade de Medicina da Bahia/UFBA com a participação da Associação Brasileira de Redutores e Redutoras de Danos (ABORDA). A conferência está articulada em torno de quatro idéias chaves: risco, saúde pública, uso de drogas e HIV/Aids. Com duração de dois meses, o evento se propõe a privilegiar o desenvolvimento e a contribuição desde um contexto geográfico determinado, a saber, a Iberoamérica; razão pela qual os dois idiomas a ser utilizados serão o Castelhano e o Português.
A transmissão se dará através de videoconferências, que no Brasil acontecerá nos dias 8, 15 e 22 de outubro das 12:00 às 14:00 horas na sala de videoconferência da Universidade Federal da Bahia, Pavilhão de Aulas da Federação III, localizado na Rua Barão de Jeremoabo, Campus Universitário de Ondina, Salvador.
Na conferência de abertura, contamos com a participação da socióloga Lilian Araújo, técnica da Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti que abordará o tema Redução de Danos na atenção básica à saúde: uma parceria entre universidades e os governos municipais.
Contamos com a participação de todos. Para maiores informações acesse: http://www.clat-virtual.com/viewpage.php?page_id=26.

Atenciosamente,



Professor Tarcísio Andrade
Coordenador
Aliança de Redução de Danos – Fátima Cavalcanti
Faculdade de Medicina da Bahia/Universidade Federal da Bahia


Ilmo. Sr.


Praça XV de Novembro, s/n – Terreiro de Jesus. – CEP: 40.025-010 – Salvador/BAHIA